Este mês dedicado à prevenção dos acidentes de trabalho – Abril Verde – nos lembra da importância de ambientes de trabalho seguros, saudáveis e humanizados. O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Santa Catarina atua diariamente no enfrentamento dessa realidade e reforça a necessidade da prevenção para garantir dignidade e condições adequadas para cada trabalhador.
Com esse objetivo, o Senge-SC foi a primeira instituição a integrar o Grupo de Trabalho Interinstitucional da 12ª Região (Getrin-SC) logo após sua implementação pelo TRT-SC, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, a Fiesc, o MPT-SC e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho. O Sindicato dos Engenheiros também já é signatário do Programa Trabalho Seguro (PTS) desde 26 de novembro de 2024.
Para a presidente Roberta Maas do Anjos, entidades como o Senge-SC desempenham um papel crucial na valorização profissional, sempre buscando melhores condições de trabalho e garantia da segurança. “Sabemos o quanto é necessário trabalhar pela conscientização da sociedade sobre os direitos e responsabilidades em relação aos trabalhadores” alerta. Segundo ela, o envolvimento de sindicatos, empresas, associações e órgãos públicos é fundamental para prevenir e alertar sobre os problemas que eventualmente podem acontecer em um ambiente de trabalho.
Santa Catarina registrou 37 mil acidentes de trabalho em 2024 — uma média de quatro ocorrências por hora. No entanto, houve uma queda de 13% em relação ao ano anterior, quando foram 43 mil casos. Os dados são do painel do Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Além disso, o Estado registrou 186 óbitos no ambiente de trabalho ou causados por circunstâncias relacionadas ao trabalho — número que também teve queda de 22% em relação ao período anterior.
No ano passado, a construção civil foi o terceiro setor com maior número de mortes, com cinco trabalhadores que perderam a vida em decorrência de acidentes no ambiente de trabalho. Em primeiro e segundo lugares estão respectivamente o setor de transporte rodoviário e de restaurantes.
Os números acendem um alerta para a necessidade do uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), além da intensificação de ações de mobilização e conscientização das empresas com orientações bem definidas sobre as práticas adequadas no desempenho das funções profissionais.